A Primeira Grande Vitória Das Raças de Cor - Oswald Spengler
"Houve tempo em que temiam o homem branco, agora desprezam-no".
Texto introdutório:
Este texto compreende uma tradução feita nos anos 30 de um dos capítulos do livro "Os Anos Decisivos" de Oswald Spengler. Diversas coisas estão datadas, pois Spengler falava em 1934, cinco anos antes da Segunda Guerra. Hoje, estamos mais distantes em época e podemos nos desintoxicar dos vieses racialistas daquele tempo.
O mundo ocidental hoje enfrenta uma tensão muito parecida, a guerra "entre raças" reflete as crenças atuais que demonizam o homem branco ocidental e também ecoam a existência das potências antiocidentais: China e Rússia (que hoje partilham o título de "senhora da Ásia"), Irã, as forças terroristas, etc. O Ocidente anglo-saxão e europeu ainda está tomado pelo "pacifismo", inexistente entre os "povos de cor": os governos desses povos não-ocidentais, o "terceiro mundo", conspiram hoje contra o Ocidente, tendo sido o caso mais emblemático a recente conspiração conjunta Putin-Xi Jiping-Kin Jong Un na última parada militar chinesa. A civilização ocidental deste século, assim, tal como a civilização do tempo de Spengler, é ameaçada por inimigos externos.
O texto de Spengler foi escrito no contexto do pré-Segunda Guerra: Japão tinha vastos domínios no Pacífico, a Rússia Soviética parecia se fortalecer industrialmente muito rápido, as colônias africanas e asiáticas do Ocidente estavam recebendo investimentos e indústria, enquanto o Ocidente ainda estava enfrentando os resquícios da Crise de 29. Nisso, Spengler via o enfraquecimento ocidental e fortalecimento das nações colonizadas, invadidas, cujos líderes alimentavam um ressentimento contra os países centrais. Hoje, tal ressentimento permanece, mas contra outras nações, não mais Inglaterra, Alemanha e França, mas contra os Estados Unidos e a União Europeia.
Outros elementos da crise narrada por Spengler também correspondem aos dias de hoje: baixa natalidade nos países ocidentais, ideologias pacifistas no Ocidente em contrapartida ao ressentimento oriental, enfraquecimento dos homens de gerações recentes: tudo isso corroborava para que os países orientais estivessem mais preparados para uma guerra do que o Ocidente.
Hoje, o mesmo arriscou ocorrer, por mais que houvesse superioridade militar devido a tecnologia e logística, deve-se sempre permanecer vigilante contra os inimigos, são estes os ânimos que estão tomando conta dos governos dos EUA e da Europa, que hoje bradam tanto contra a China e contra a Rússia.
A primeira grande vitória das raças de cor
Diário de Pernambuco, 18 de Novembro. 1934.
A Civilização Ocidental deste século está ameaçada, não por uma, mas por duas revoluções mundiais de enormes dimensões. Uma vem de baixo e a outra de fora: “guerra de classes e guerra de raça”. Uma se acha em grande parte às nossas costas, embora seu golpe decisivo, na zona Anglo-americana, por exemplo, ainda está por vir.
A outra se definiu pela primeira vez na Guerra Mundial e vem adquirindo rapidamente direção e forma. Nos próximos séculos vindouros, ambas combaterão lado a lado “possivelmente como aliadas”; será a mais grave crise, porque os povos de raça branca terão de passar em comum, unidos ou não, se tiverem a intenção de ter qualquer futuro.
A humanidade branca se disseminou por todos os cantos, na sua avidez de distâncias infinitas: pelas Américas, África do Sul, Austrália e numerosos pontos estratégicos intermediários.
A ameaça Amarela - Parda - Negra - Vermelha espreita de dentro do próprio campo de ação dos brancos. Ela penetra e participa dos tratos e destratos militares e revolucionários das potências brancas e ameaças de um dia avocar a si as decisões.
Que, então, está compreendido nesse mundo “de côr”? Não somente a África, as Indias, como também os Negros e mestiços de toda a América, as nações do Islã, a China e a India, prolongando-se até Java, mas ainda, e principalmente o Japão e a Rússia, que se tem tornado um Estado Asiático, “Mongólico”.
Quando os Japoneses bateram a Rússia, um Estado Asiático novo, usando de métodos ocidentais, forçou a maior nação do Ocidente a dobrar os joelhos, destruindo assim a auréola de invencibilidade que adornava a Europa. Isso foi como um farol para a Índia. Turquia e até para a Colônia do Cabo e o Saara. Então “Era possível” retribuir aos povos de raça branca todas as dores e humilhações de um século.
E agora a Rússia, depois de ter em 1916 sofrido sua segunda grande derrota do Oeste, abandonou sua máscara “de branco” para gáudio e escárnio de sua aliada, a Inglaterra, e novamente se tornou asiática de toda sua alma, enchendo-se de ardente ódio pela Europa.
A Guerra Mundial foi a derrota das raças brancas e a Paz de 1918 constituiu o primeiro triunfo das raças de côr. Este se simboliza no fato de lhes ser permitido pronunciar-se nas questões entre as nações brancas nas Liga das Nações em Genebra, que nada mais é do que um símbolo de coisas vergonhosas.
Não foi a Alemanha que perdeu a Guerra Mundial: perdeu-a o Ocidente quando as raças de cor deixaram de respeita-lo.
A importância desse deslocamento do centro de gravidade da política foi apreendida primeiro por Moscou. A Europa Ocidental continua sem percebê-la.
As nações brancas que governavam abdicaram de sua antiga primazia. Negociam agora, onde outrora comandavam.
Na “revolução de origem exterior” cederam a escolha do momento à América e principalmente à Ásia, cujas fronteiras atuais correm ao longo do Vístula e dos Cárpatos.
Pela primeira vez, depois do sítio de Viena pelos Turcos, as raças brancas foram forçadas a tomar novamente uma atitude defensiva e terão que colocar nas mãos de homens de notável valor grandes forças, tanto espirituais como militares, caso desejem conjurar a primeira e poderosa tempestade que não tarda muito a desabar.
Na Rússia, o Bolchevismo “branco” declina rapidamente. A face Marxista é apenas usada para uso do mundo exterior, para o Sul da Ásia, África e América, onde é desejável que fique a solta para dirigir a rebelião contra as nações de raça branca.
A Rússia é a senhora da Ásia. A Rússia é Ásia. O Japão só pertence à Ásia geograficamente. Sob o aspecto etnográfico, o Japão, indubitavelmente, se acha mais próximo aos Malavos de Leste e aos Polinésios, e a certos povos Indios da banda Ocidental da América. Mas o Japão é nos mares o que a Rússia é em terra: -- senhor de um vasto domínio onde as potências ocidentais já não têm mais voz ativa.
A Inglaterra já não é, nem remotamente sequer, senhora de “seu” Império, tanto quanto ele, ainda mesmo nas colônias da “Coroa”, habitadas por gente de côr. O Japão estende sua influência por uma amplíssima área. Ela se faz sentir no Peru e no Canal do Panamá.
Na Rússia e no Japão estão hoje as únicas forças “ativas” do mundo. Graças a elas a Ásia se tem tornado em elemento decisivo nos acontecimentos mundiais. As nações brancas atuam sob sua pressão nos seus convênios, sem, entretanto, o notar.
Essa pressão consiste na atividade da Revolução Racial dos povos de cor e que já está usando como arma a guerra de classes da Revolução provenientemente de baixo, sob a forma de Socialismo-Trabalho, abriu uma brecha com sua arma de salário político, a economia do “mundo de côr”, guiado pelo Japão e pela Rússia, irrompeu com o salário vil e agora prossegue para arrematar a destruição.
Quando somos informados de que em Java os Japoneses vendem bicicletas por 12 shillings e lâmpadas elétricas por meio penny, enquanto que os brancos têm de pedir por esses artigos um preço quatro vezes superior somente para o curso; quando o pequeno camponês de Java com sua esposa e família oferecem o saco de arroz, que eles mesmos colheram pela metade do que este custou ao moderno agricultor com seus empregados brancos, então, verdadeiramente, temos lampejos dos abismos dessa luta. Desde que a técnica ocidental não é mais secreta e pode ser copiada na perfeição, o contraste não reside mais no método de construção e sim somente no custo da tal produção.
A isso devemos juntar a profusa propaganda político-social, que é a verdadeira diplomacia asiática da atualidade. Em Java e Sumatra ela conduziu a formação de uma frente racial contra os Holandeses e a desagregação do exército e da esquadra. Ela corteja, desde o Leste da Ásia até às raças altamente dotadas dos Índios, que habitam desde o México até ao Chile, e inculca pela primeira vez nos Negros um sentimento de comunidade que está sendo voltado contra as nações brancas dominadoras.
No Peru, Bolívia e Equador, o Aymara é a segunda linguagem oficial e educacional. Existe a prática aberta de um culto baseado no alegado Comunismo dos Incas e que recebe o bafejo de Moscou. O ideal racial de um governo puramente Índio está talvez prestes a se realizar.
Na África é o missionário Cristão que, com toda a inocência, pregando a doutrina da igualdade dos homens perante Deus e que as riquezas são pecaminosas, vão preparando o solo onde o Bolchevismo lança a semente para a colheita. E de Norte a Leste, o missionário do Islão segue-lhe as pegadas com grande êxito, penetrando atualmente até ao Zambeze em Nyassa.
Essa generalizada revolução “de côr” em todo o orbe obedece a várias tendências, que podem ser nacionais, econômicas ou sociais.
Mas desde a Revolução dos Buxers na China, o Motim da India e a revolta dos Mexicanos contra o Imperador Maximiliano, encontraremos profunda, em toda parte, sempre a mesma coisa: - ódio à raça branca e uma incondicional determinação de destruí-la.
As raças de cor existentes no mundo até agora têm sido numericamente, quatro vezes mais forte do que a raça branca. Mas em 1930 a Rússia apresentou um excesso anual de natalidade quatro milhões; o Japão, de dois milhões; a India, entre 1921 e 1931, aumentou sua população em trinta e quatro milhões. Na África as populações negras, extraordinariamente prolíficas, ainda mais crescerão, agora que lá se introduziu a medicina européia para combater as enfermidades.
Em contraste, a Alemanha e a Itália apresentam um excesso de nascimento de menos de meio milhão; a Inglaterra, o país onde a publicidade aconselha o controle da natalidade, menos da metade daquela quantidade. Na França e no elemento Yanque de há muito estabelecido, não houve qualquer aumento. Isso se aplica também aos elementos brancos da África do Sul e da Austrália.
Em França, alguns departamentos perderam cerca da terça parte de sua população nestes últimos cinquenta anos. Em certos casos o número de nascimentos atinge apenas a metade do número de óbitos. Há pequenas cidades e aldeias quase vazias. Do sul provém um influxo de Catalões e Italianos como trabalhadores dos campos. Poloneses e Negros se encontram em todos os gráus, mesmo nas classes médias. Há clérigos, funcionários e juizes negros. O francês genuíno, dentro de pouco tempo, não será mais senhor de sua terra.
Uma raça forte não somente requer uma inexaurível natalidade, como ainda um rigoroso processo seletivo, encontrado na resistência em viver, que é representada pelos infortúnios, enfermidades e guerras.
O número de casos de doenças mentais incuráveis na Inglaterra e em Gales durante vinte anos aumentou de 4.6 para 8.6 por mil. Na Alemanha o número de fracos da mente é de quase meio milhão; nos Estados Unidos é de mais de um milhão.
De acordo com um relatório do ex-presidente Hoover, a jovem América tem uma lista de 136.000 surdos-mudos, 1.000.000 de cardíacos, 875.000 sub-normais ou criminosos educacionalmente, 450.000 débeis mentais. … 300.000 aleijados e 60.000 cebos.
Adicionados a esses há, porém, um incrível número de pessoas anormais catalogáveis sob todas as classificações mentais, espirituais e físicas, os casos histéricos morais e nervosos, que não podem gerar nem criar filhos sadios. Uma geração forte quer pais fortes.
A batalha pela posse do planeta está iniciada. O pacifismo do século do Liberalismo deve ser vencido se quisermos continuar a viver. As raças de cor “não” são pacifistas. Elas não se apegam a uma vida cujo único valor é a extensão. Houve tempo em que elas temeram o homem branco, agora desprezam-no.