A Socialização do Capitalismo
As pessoas vêem o governo em causas sociais, mas não que ele nunca resolve os problemas
A história é a nossa melhor amiga, ela nos diz os erros dos homens, o que funciona e o que não funciona, os tipos de desastres e caos que um sistema de governo pode formar, e assim devemos usar ela para filtrar o que é ruim, como um caldo sendo passado numa peneira. Mas ela não serve apenas para entendermos o que aconteceu no passado e apenas vermos esses erros e falarmos o óbvio, que tal ou tal político ou jurista romano foi um imoral ou incompetente, que as políticas expansionistas de Alexandre o Grande e AugustoCésar não poderiam ser moralmente justificadas, não importa que tipo de papo alguém do peso de Dante Alighieri use para os defender (em “Monarquia). Quero aqui salientar alguns dos pontos do livro: “State and Evolution: Russia's Search for a Free Market” de Yegor Gaidar, creio que muito do que ele diz nessa obra dos anos 90, sendo ele parte do governo de transição após a queda da União Soviética, pode nos ajudar a entender de uma perspectiva diferente, o que uma nação deve fazer para “buscar a felicidade” que Thomas Jefferson cita na Declaração da Independência. Essa felicidade deveria ser dada pelo Estado aos homens, ou eles mesmos deveriam a buscar individualmente? A Socialização do capitalismo > “A primeira linha era sociopolítica: eliminação de privilégios legais reservados às classes altas, expansão do papel social e político de grupos de status inferior, instituição de uma ampla gama de garantias sociais, incluindo assistência médica, educação, emprego, pensões, etc., todas elas sustentadas por impostos, e a introdução de uma tributação individual progressiva, que incluía um imposto sobre a riqueza herdada. A segunda linha era econômica: um orçamento ativista e uma política monetária voltada para a gestão da demanda geral e do emprego” (Gaidar, 2003, pg. 21). Gaidar fala num dado momento de Keynes nessa obra, e eu creio que toda a doutrina keynesiana em suas diversas vertentes, tem um approach bem mais centrado numa forma de pensar mais estatista e progressista, então é claro que na sua versão ao longo do século passado e atual, eles de nenhuma forma querem qualquer versão do comunismo ou socialismo, mas eles buscam por uma ideia de que o Estado tem e deve ajudar os necessitados da melhor maneira que puder, isso usando o dinheiro do próprio povo e assim redistribuir o que é coletado pelos impostos a quem precisa. É claro que isso soa muito bem, e moralmente falando, parece uma coisa muito boa, quem não quer um país em que os necessidades, os órfãos, as viúvas são ajudados, e quem melhor para fazer isso do que o Estado com arrecadação que vai a centenas de bilhões de dólares, como nos EUA? Porém, vamos supor essa “ajuda” não resolvesse os problemas que eles de fato querem resolver, e fosse na verdade um âmbito que permite a corrupção pelo desvio dessas verbas ou ineficiência de gastos desses recursos? Se uma política monetária estatista não resolver os problemas econômicos que ela busca resolver, temos um problema não? Não seria idiotice gastar tempo e recursos em algo que não funciona? Se o controle da taxa de juros, reservas fracionárias, moeda fiduciária, subsídio, tarifas e outros elementos funcionassem, porque vemos tantas crises e efeitos contrários aos desejados? Será que existe outro problema que não seja as políticas adotadas? Ou elas mesmas são o problema. Se for o caso, quem em sã consciência usaria elas? Se fixação de preços não funciona e nunca funcionou historicamente (assim como tarifas), então quem usa isso não seria como um imbecil que defende a Terra Plana? Porque a Propriedade Privada é tão importante? > “Sob Ivan III, Vasily III e Ivan IV (ou seja, nos anos em que vitórias decisivas sobre a