AMEAÇAS POR EXPOR O MBL: Intimidações, Doxxing e Ataques a Jornalistas
Por que exposições como a nossa viram alvo?
Introdução, da Revista.
Ivson Caio, apologeta católico, recentemente realizou uma denúncia grave ao MBL na forma de thread no X (antigo Twitter) e na forma de artigo em nossa revista. Após a denúncia, como ocorreu em diversos outros casos com outras pessoas, um militante do MBL realizou ameaças de violência ao apologeta. Este texto busca avançar a denúncia. Os militantes do MBL, tampouco suas autoridades, não responderam até agora à acusação principal: dado os estranhos valores religiosos que membros proeminentes do MBL cultivam, torna-se moralmente inviável um cristão fazer parte deste movimento político. Qualquer cristão que faça parte do MBL ou não tem consciência dos valores anticristãos de seus líderes políticos, ou é inconsistente com os valores de sua própria religião.
Não bastasse isso, parece se formar entre alguns militantes um certo núcleo ideológico voltado às ideias da chamada nouvelle droit (nova direita) de autores como Alain de Benoist e também com certos setores do extremismo americano como assim chamados BRAPistas, seguidores do BRAP (Bronze Age Pervert), escritor de textos como Selective Breeding and the Birth of Philosophy, cuja tese principal é a de que a aristocracia clássica realizava práticas eugênicas e que essas práticas foram capitais para a origem da filosofia. O autor é declaradamente um pagão que defende um “mindset” da era do bronze, com referência especial aos povos indo-europeus, ao que chamam de Männerbund.
Há também o exemplo de Alain de Benoist, autor que inspira um dos líderes do MBL, o católico Orlando Lima. Benoist defende declaradamente que a genuína tradição europeia é pagã e que o cristianismo representa elemento alheio, semítico, que deveria ser expulso. Tanto o pensamento americano quanto a francesa nouvelle droit são racialistas, e, em sua praxe, vulgarizam autores como o jurista Carl Schmitt, cujo realismo político é utilizado unicamente como um pretexto para poder perseguir opositores políticos, pois tudo isso “faz parte do jogo” da política. Assim, não há certo e errado, apenas “o jogo”. A preocupação cristã em fazer o bem e repudiar o mal some.
Renan Santos é o mais superficial dentre as lideranças do MBL, ele não é alguém “sábio segundo a carne”, como disse o Apóstolo Paulo aos membros da igreja de Corinto, então seus interesses se manifestam não simplesmente no estudo, mas em exposições ao público como tweets e, o principal, uma tatuagem de um ídolo pagão. Escandaloso seria ao cristão ter cravado em sua própria pele um falso deus.
Ricardo Almeida, chamado por Renan Santos em suas aulas para a Academia MBL de “nosso grande filósofo”, não esconde ser afeito ao hermetismo, ter alegadamente feito rituais de invocação demoníaca (no qual, em um desses, teria se relacionado sexualmente com uma “succubus”) e ter caído nos encantados dos mestres do Sufismo, o esoterismo islâmico.
Um dos colunistas da Revista Valete, Antonio Vargas, é declaradamente um homem que segue vários deuses, politeísta, estudioso da filosofia helênica. Ele parece crer que a Crucificação foi uma manifestação de um eros masoquista e homossexual, como ele mesmo ilustrou diversas em sua revista de imagens gays, a “Revista Puto”. Uma dessas ilustrações chamou-me atenção, foi a de “Cristo e Dionísio”, este que é o deus helênico dos cultos orgiásticos, o “cristo” aí é um entre outros deuses, e seria um deus erótico, gay e masoquista. Assim, o Cristo de Vargas, ao olho da Escritura, é uma caricatura blasfema do Rei dos Judeus, Deus Único e criador do Céu e da Terra, soberano de todo o Universo. Suas ilustrações não imitam os ícones sagrados, mas uma inversão sacrílega de Jesus.
Por fim, tornando ao assunto principal, não é a primeira vez que membros (militantes) do MBL partem para ameaça de violência. Já fizeram isso antes com vozes independentes, o caso mais emblemático, a meu ver, foi o da conta Stuart no Twitter, cujos dados pessoais foram vazados e utilizados pelo próprio líder do movimento Renan Santos, e teve não só sua pessoa como também sua família ameaçada por diversos militantes. Tudo isso o MBL passou para debaixo do tapete, e continua aplicando a mesma lógica a outras pessoas. Este texto, portanto, serve como mais uma denúncia de uma prática recorrente do dito “Movimento Brasil Livre”, prática esta que precisa parar e ser repudiada pelos líderes do movimento: Renan Santos, Ricardo Almeida, Arthur do Val, Orlando Lima e outros.
Vitor Gomes Calado,
editor.
- Leia o texto original: Você é Cristão e Apoia o MBL? Leia Este Artigo Antes que Seja Tarde Demais.
O Fato: Nossa Cronologia e o BO que Valida Tudo
A sequência de eventos que gerou esta denúncia surge como consequência de uma série de exposições que questionam a essência ideológica do MBL. O artigo original, publicado em 16 de outubro de 2025, mergulha na "alma de um movimento" em busca de identidade na direita brasileira, iniciando pela liderança: Renan Santos, fundador do MBL, exibe uma tatuagem proeminente de Mitra, o deus pagão romano-iraniano, interpretada não como mero "interesse histórico", mas em coerência com declarações antigas no X: preferência por "deuses gregos que falhavam e tinham defeitos", em oposição ao "deus cristão cagando regra", e o apelo vulgar "ABORTA GERAL, MULHERADA! E pau no cu da igreja" ao celebrar uma derrota eleitoral. A afinidade de Renan Santos pelo paganismo, portanto, é motivada por uma cosmovisão anticristã.
A análise então avança para a Valete, revista oficial do MBL, como veículo de inversões doutrinárias: Antônio Vargas, em seu texto "Gays, Lésbicas, Queers e Crianças: pilares da família heterossexual", postula que "a assim chamada heterossexualidade natural depende na realidade da homossexualidade e da quebra das barreiras entre os gêneros", uma reconfiguração que, aos cristãos, subverte a antropologia bíblica de Gênesis 1,27. Ricardo Almeida, editor-chefe da Valete, elogia Vargas como "filósofo de verdade", prometendo-lhe vaga na "Academia MBL".
O artigo também revela a "revista puto", com representações sistemáticas de blasfêmia, como Jesus retratado como homossexual na cruz; conteúdos depreciativos da colunista "Espectro Cinza" sobre a Sagrada Família, que retratou por diversas vezes Nossa Senhora como adúltera e São José como "corno" e exortações a mulheres para “fazerem muito sexo” para assim serem, simbolicamente, “abençoadas” por divindades pagãs como Dionísio, Afrodite e Astarte, reinando como "Jezebels" em "suas próprias Babilônias", figuras bíblicas ligadas à idolatria e perseguição aos profetas (1 Reis 18,21).
O prossegue para confrontar o vácuo liberal do MBL, preenchido por afinidades ocultistas, como a confissão de Almeida em live sobre "uma grande orgia de Crowley", referência ao ocultista Aleister Crowley, "A Grande Besta 666", cujo thelema ("Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei") inverte a moral cristã, defendida como herança muçulmana em um sincretismo que instrumentaliza religiões. Alegações de "cláusula de silenciamento" interna, multa de R$ 100.000 para críticas públicas, terminam por questionar a defesa de liberdade de expressão do movimento.
A repercussão inicial, entre cristãos, foi positiva, mas a retaliação surgiu às 13h33 de 17 de outubro: Henrique Campos postou em resposta direta ao link do artigo: "Daqui uns 15 anos tu vai tomar um rapa e não vai entender nada com seu textinho aí". Capturada via archive.ph antes da deleção, a frase carrega ambiguidade do regionalismo nordestino, "tomar um rapa" conota surra física, agravada pelo contexto de retaliação religiosa.
O temor gerado levou ao registro do BO nº 25I0319168685 na Delegacia Virtual de Pernambuco, às 23h34 do mesmo dia, enquadrado como ameaça dolosa consumada (Art. 147 do Código Penal): "Constranger alguém, mediante ameaça de mal iminente à pessoa, à sua família ou a qualquer outra pessoa, para que faça, deixe de fazer ou tolere que se faça alguma coisa". A qualificadora: vítima como escritor; autor como militante MBL (dados limitados ao perfil X). Objetos: perfis nas redes sociais.
O BO foi analisado e liberado pela delegada Tânia Maria Mainart Rios, matrícula 319651-8, da Polícia Civil de PE. No sistema brasileiro, BOs virtuais são triados: rejeições ocorrem por ausência de indícios, como hiperbole inofensiva; a aceitação indica mérito inicial, a promessa condicional de "mal" (o "rapa" como violência) causou temor razoável, especialmente em contexto de exposição de blasfêmias sensíveis.
Provas anexadas: link do post e archive.ph; prints anonimizados. Horas após divulgação da thread, relatando o BO (18/10), o perfil de Henrique desapareceu: buscas por @h3nriqu3c4mp05 retornam "usuário não encontrado", padrão de evasão para evitar intimações do MP-PE, que pode requisitar dados do X.
Essa cronologia, e o histórico recorrente do MBL de perseguir críticos virtualmente sob ameaça de violência física, comprova que expor a "alma pagã" do MBL ativa defesas que vão além do debate e mergulham na intimidação. Pelo visto, eles não possuem argumentação alguma contra as diversas acusações a eles. O BO valida não só o temor imediato, mas o de toda comunidade cristã que rejeita alianças tóxicas. Como Paulo adverte em 2 Coríntios 6,14: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis". Aqui, o jugo revela-se perigoso.
“Ironia Política”? Não Quando a Polícia e a Fuga Dizem o Contrário
Objeções a casos como este surgem rapidamente. Poder-se-ia argumentar que frases como a de Henrique Campos é mera "ironia política": uma gíria ambígua para "derrota ideológica" ou "previsão de ascensão", diluída pelo "daqui uns 15 anos", que soaria como profecia inofensiva, não ameaça física.
Essa argumentação ignora o contexto essencial: uma retaliação direta a uma crítica religiosa, cristã, que expõe blasfêmias e paganismo no MBL. O comentário do militante no post transforma tudo em intimidação moral e potencialmente física, não em debate.
A gíria "tomar um rapa" merece dissecção precisa. No léxico brasileiro, especialmente nordestino, seu sentido literal predomina como "levar uma surra" ou "pancadaria violenta" (conforme dicionários como Priberam e compilações de gírias urbanas). O figurado, "choque de realidade" ou "humilhação argumentativa", existe, mas depende do tom: aqui, o "15 anos" evoca ultimato profético ("aguarde sua punição"), ecoando retaliações ideológicas que escalam para o pessoal. No Artigo 147 do Código Penal, basta uma "promessa de mal" condicional para configurar ameaça, se gerar temor razoável, e gerou, como atesta o BO validado. A ambiguidade não isenta, senão que agrava, porque explora a versatilidade da linguagem para intimidar sem assumir responsabilidade imediata.
A evasão de Henrique Campos sela a refutação: o perfil @h3nriqu3c4mp05 sumiu horas após o BO e a divulgação pública, em 18 de outubro. Se fosse "zoeira inofensiva", por que deletar? Tal ação indica consciência de dolo, o autor (ou assessores) previu enquadramento legal e optou pela fuga do radar, evitando intimações. Em um movimento que se diz "livre", isso revela hipocrisia: zero responsabilidade aos militantes que realizavam caça às bruxas a seus críticos.
O Padrão MBL: Doxxing Contra Jornalistas e Críticos
Esta denúncia integra um padrão recorrente de intimidação pelo MBL contra quem expõe suas contradições. O movimento, que se posiciona como defensor da liberdade e da anticorrupção, responde a críticas com táticas que vão de ameaças verbais a ataques coordenados e silenciam vozes jornalísticas e independentes. Do caso aqui analisado a episódios documentados, emerge um modus operandi: expor hipocrisias ideológicas, sejam políticas ou espirituais, ativa uma rede de retaliação que prioriza a defesa do grupo sobre o diálogo aberto.
Um exemplo ocorreu em novembro de 2024 com o jornalista Giovanni Pannunzio, do Intercept Brasil. Após reportagem revelando irregularidades na coleta de assinaturas para o partido Missão, ligado ao MBL, que desviou fundos destinados à saúde e educação para fins políticos. Arthur do Val, o “Mamãe Falei”, realizou uma live de doxxing. Nele, xingou Pannunzio de "repórter safado", expôs fotos pessoais e incitou seguidores a ataques. O episódio gerou repúdios unânimes: a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) classificou como "assédio organizado"; a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) ofereceu solidariedade; e a Coalizão Direitos Humanos pela Democracia denunciou como tentativa de calar a imprensa crítica. O que Pannunzio expôs? Fraudes na fundação do Partido Missão, revelando hipocrisia liberal em um movimento que se diz transparente. Intercept: Ataque sujo ao jornalista.
Outro caso, em julho de 2025, envolveu o crítico anônimo Stuart (@stuartdois). Uma simples crítica a Renan Santos, líder do MBL, desencadeou doxxing coordenado: exposição de CPF, rosto e dados pessoais em lives do próprio Renan; criação de contas falsas ligadas ao movimento para atacar a família, incluindo zombarias a sobrinhos de 5 e 10 anos; e montagens racistas e preconceituosas por militantes. Renan incitou os atos e depois apagou rastros, levando Stuart a abrir processos criminais e cíveis por difamação e ódio. O episódio simboliza o "ego frágil" do movimento. Thread de Stuart no X.
Esses casos ecoam o presente: ameaça verbal em nosso BO (retaliação religiosa); doxxing público em Pannunzio (exposição política); ataques familiares em Stuart (crítica pessoal). Um padrão claro emerge: o MBL prega "livre" na fachada, mas mobiliza militantes para caçar exposições que ameaçam sua narrativa.
Cristãos e jornalistas, merecem respeito. Mas o MBL, ao atacá-los cada vez mais, só reforça a imagem traçada no último artigo: um movimento anticristão e contra a liberdade de expressão.
Implicações: Intimidação Religiosa e o Silêncio no Debate Político
O padrão de intimidação exposto transcende casos isolados e revela tensões profundas entre liberais laicos e cristãos conservadores. O MBL, ao pregar tolerância e pluralismo, ataca quem expõe suas incoerências, como os "quatro pilares" (gays, lésbicas, queers e cristãos) que o artigo original denuncia como sincretismo pagão disfarçado de inclusão.
O MBL busca silenciar jornalistas e fiéis e, ao fazer isso, em vez de servir como “alternativa”, acaba apenas por polarizar o Brasil e calar o debate genuíno. Cristãos enfrentam perseguição em eventos MBL pró-LGBTQ+, onde críticas religiosas são rotuladas "intolerância", invertendo o discurso de liberdade. No contexto político, isso enfraquece a direita cristã, forçando alianças tóxicas que diluem princípios inegociáveis como a defesa da família bíblica.
Essa intimidação religiosa não cala apenas indivíduos, ameaça a alma da nação. Como Cristo ensina em São Mateus 5,11, "Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e perseguirem". A luta é espiritual e coletiva e, pelo visto, o MBL está do outro lado.
Próximos Passos
O BO de 17 de outubro valida a ameaça como fato consumado; a refutação desmonta relativizações fáceis; os casos de Pannunzio e Stuart expõem um padrão sistêmico de silenciamento. O MBL, em sua defesa de um "liberalismo livre", revela-se guardião de um vácuo espiritual que tolera paganismo e intimidação para preservar narrativas incoerentes. Não se trata de vitimismo, mas de defesa coletiva: cristãos merecem debater sem medo, e jornalistas, fiscalizar sem caça.
Os próximos passos são claros: acompanhar a investigação do Ministério Público de Pernambuco, que pode intimar Henrique Campos e requisitar dados do X. Leiam o artigo anterior aqui: Você é Cristão e Apoia o MBL? Leia Este Artigo Antes que Seja Tarde Demais. Apoiem a Voz Impressa: compre a edição atual, contribua via assinatura e compartilhem para ampliar vozes. Como Provérbios 31,8 exorta: "Abre a tua boca pela mudez do oprimido e pelo direito do necessitado e do desamparado". Não nos calem; falemos pela verdade, com coragem, fé e unidade.