Centrão na mira da PF: Esquemas Aéreos Conectam Política ao Crime Organizado
Chefe do União Brasil investigado por esquemas aéreos ligados ao PCC e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal incluiu o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, nas investigações que apuram a infiltração do PCC nos setores financeiro e de combustíveis. As suspeitas surgiram após um piloto revelar conexões entre o político e jatos usados para transportar criminosos foragidos. Mauro Caputti Mattosinho, ex-funcionário da Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), prestou depoimento revelador à PF. O piloto afirmou que Rueda era mencionado como líder de um grupo com "muito dinheiro que precisava gastar" na compra de aeronaves avaliadas em milhões de dólares. Durante 17 meses na TAP, Mattosinho transportou cerca de 30 vezes dois alvos principais da operação: Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como "Primo". Ambos lideram esquemas de lavagem de dinheiro para o PCC e permanecem foragidos. O piloto identificou quatro jatos que teriam participação de Rueda: um Raytheon 390 Premier, um Gulfstream G200, um Citation Excel e um CitationJet 2. Os registros oficiais mostram essas aeronaves em nomes de empresas e fundos de investimento, não diretamente vinculadas ao político. Uma estratégia comum revelada pela investigação envolve o uso de fundos para ocultar proprietários reais. O Gulfstream G200 e o Citation Excel pertencem à Bariloche Participações, controlada por fundos geridos