Colômbia dispensa apoio americano no combate ao tráfico de drogas

Escrito por Vitor Gomes Calado

Dispensa ocorre após EUA terem emitido documento com lista de países da rota do tráfico.

Governo de Gustavo Petro rompe com auxílio americano. Casa Branca, de Trump, redige documento queixando a conduta colombiana.

A Colômbia dispensou o apoio do governo dos Estados Unidos no combate aos cartéis de drogas no país.

O Departamento de Estado americano se pronunciou acerca disso no X (Antigo Twitter), veja na íntegra:

Sob a liderança equivocada de Petro, o cultivo de coca e a produção de cocaína na Colômbia aumentaram para níveis históricos. Os EUA são gratos às forças policiais e de segurança colombianas que enfrentam os narco-terroristas e elogiamos sua coragem, habilidades e sacrifícios.
O presidente dos Estados Unidos determinou que o governo colombiano não cumpriu suas obrigações de controle de drogas, mas ele emitiu uma dispensa para que a cooperação crítica dos EUA, incluindo no combate a narcóticos, possa continuar. Resultados importam - precisamos ver progresso e deve ser em breve!

A dispensa feita pelo governo de Gustavo Petro da Colômbia veio após a presidência dos EUA ter divulgado a lista de países considerados grandes produtores ou rotas de tráfico de drogas para 2026. Os países são: Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolivia, Mianmar, China, Colombia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, India, Jamaica, Laos, Mexico, Nicaragua, Pakistão, Panama, Peru, and Venezuela. A presença na lista não significa falta de cooperação, mas reflete fatores geográficos e econômicos que favorecem o tráfico.

Brasil não foi mencionado.

Cinco países: Afeganistão, Bolívia, Mianmar, Colômbia e Venezuela, foram classificados como não cumprindo suas obrigações internacionais de combate às drogas. Mesmo assim, Washington continuará enviando ajuda a alguns deles por considerar vital para seus interesses.

O governo americano destacou a crise do fentanil, que chega a provocar mais de 200 mortes por dia no país e já é a principal causa de morte entre adultos de 18 a 44 anos. A Casa Branca afirmou que reforçou a segurança de fronteiras, ampliou ações policiais e militares, e exigiu maior colaboração de países vizinhos.

O documento cita avanços do México, como a prisão de líderes de cartéis e o envio de tropas à fronteira, mas cobra ações mais duras contra laboratórios e finanças do crime organizado. Também critica a China por permitir a exportação de precursores químicos usados na produção de fentanil e anunciou tarifas extras como forma de pressão.

Em relação à Colômbia, o texto acusa o governo de Gustavo Petro de fracassar no combate à coca, que atingiu recordes de cultivo e produção. Sobre a Venezuela, aponta Nicolás Maduro como chefe de um dos maiores esquemas de tráfico de cocaína do mundo. Já o Afeganistão é acusado de manter produção de drogas, apesar do banimento anunciado pelo Talibã.

No documento, a presidência concluiu que os EUA usarão todos os meios necessários (diplomáticos, econômicos e militares!) para combater o narcotráfico e cobrar responsabilidade dos países envolvidos.