Colômbia dispensa apoio americano no combate ao tráfico de drogas
Dispensa ocorre após EUA terem emitido documento com lista de países da rota do tráfico.
A Colômbia dispensou o apoio do governo dos Estados Unidos no combate aos cartéis de drogas no país.
O Departamento de Estado americano se pronunciou acerca disso no X (Antigo Twitter), veja na íntegra:
Sob a liderança equivocada de Petro, o cultivo de coca e a produção de cocaína na Colômbia aumentaram para níveis históricos. Os EUA são gratos às forças policiais e de segurança colombianas que enfrentam os narco-terroristas e elogiamos sua coragem, habilidades e sacrifícios.
O presidente dos Estados Unidos determinou que o governo colombiano não cumpriu suas obrigações de controle de drogas, mas ele emitiu uma dispensa para que a cooperação crítica dos EUA, incluindo no combate a narcóticos, possa continuar. Resultados importam - precisamos ver progresso e deve ser em breve!
A dispensa feita pelo governo de Gustavo Petro da Colômbia veio após a presidência dos EUA ter divulgado a lista de países considerados grandes produtores ou rotas de tráfico de drogas para 2026. Os países são: Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolivia, Mianmar, China, Colombia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, India, Jamaica, Laos, Mexico, Nicaragua, Pakistão, Panama, Peru, and Venezuela. A presença na lista não significa falta de cooperação, mas reflete fatores geográficos e econômicos que favorecem o tráfico.
Brasil não foi mencionado.
Cinco países: Afeganistão, Bolívia, Mianmar, Colômbia e Venezuela, foram classificados como não cumprindo suas obrigações internacionais de combate às drogas. Mesmo assim, Washington continuará enviando ajuda a alguns deles por considerar vital para seus interesses.
O governo americano destacou a crise do fentanil, que chega a provocar mais de 200 mortes por dia no país e já é a principal causa de morte entre adultos de 18 a 44 anos. A Casa Branca afirmou que reforçou a segurança de fronteiras, ampliou ações policiais e militares, e exigiu maior colaboração de países vizinhos.
O documento cita avanços do México, como a prisão de líderes de cartéis e o envio de tropas à fronteira, mas cobra ações mais duras contra laboratórios e finanças do crime organizado. Também critica a China por permitir a exportação de precursores químicos usados na produção de fentanil e anunciou tarifas extras como forma de pressão.
Em relação à Colômbia, o texto acusa o governo de Gustavo Petro de fracassar no combate à coca, que atingiu recordes de cultivo e produção. Sobre a Venezuela, aponta Nicolás Maduro como chefe de um dos maiores esquemas de tráfico de cocaína do mundo. Já o Afeganistão é acusado de manter produção de drogas, apesar do banimento anunciado pelo Talibã.
No documento, a presidência concluiu que os EUA usarão todos os meios necessários (diplomáticos, econômicos e militares!) para combater o narcotráfico e cobrar responsabilidade dos países envolvidos.