Haddad viaja aos EUA para reuniões e espera por negociação

Escrito por Vitor Gomes Calado

Ministro vai a Washington discutir tarifas americanas durante encontros do G20 e FMI.

Ministro da Fazenda Fernando Haddad. Imagem ilustrativa

O Diário Oficial da União publicou nesta quarta-feira a autorização para que Fernando Haddad deixe o Brasil na próxima semana. O ministro da Fazenda embarca para Washington no dia 13 de outubro e retorna no dia 17.

A agenda oficial inclui as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e encontros do G20, que reúnem ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais. Os compromissos do grupo estão marcados para os dias 15 e 16 de outubro.

Haddad enxerga a viagem como chance de negociar com autoridades americanas. O ministro quer discutir as tarifas de 50% que os Estados Unidos aplicaram sobre produtos brasileiros. "Vou para Washington e tem o G20. Vai ser uma oportunidade de conversar", afirmou nesta quinta-feira.

Dias atrás, Haddad mencionou a possibilidade de se reunir com Scott Bessent, secretário do Tesouro americano. O encontro trataria das barreiras comerciais impostas pelo governo Trump. Mas o ministro informou que ainda não há previsão de reunião com secretários norte-americanos.

A viagem acontece enquanto as equipes dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump negociam um encontro bilateral. Haddad confirmou que as conversas avançam, mas disse que não recebeu informações sobre data. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o vice-presidente Geraldo Alckmin participam das tratativas com representantes do governo americano.

A presença de Haddad em Washington pode acelerar as negociações comerciais entre os dois países. O ministro terá acesso a autoridades econômicas de diversas nações durante os encontros multilaterais, o que amplia as possibilidades de diálogo sobre as tarifas que afetam exportações brasileiras.

A Presidência da República aprovou o afastamento do ministro do território nacional. Durante os cinco dias fora do país, Haddad cumprirá tanto compromissos multilaterais quanto possíveis agendas bilaterais com representantes do governo dos Estados Unidos.