Inteligência europeia detecta discussões sobre ataque à OTAN
Inteligência alemã detecta discussões no Kremlin sobre possível ataque à OTAN.
Andrius Kubilius, comissário europeu para Defesa e Espaço, revelou que a inteligência alemã coletou evidências de que o Kremlin debate um possível ataque contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Não está claro se as conversas se limitam ao plano teórico ou se Moscou já iniciou preparativos concretos para um confronto direto com a aliança militar e os Estados Unidos.
A declaração de Kubilius ocorre em meio a relatos de provocações russas no Mar Báltico. A Dinamarca, membro da OTAN, denunciou que a Rússia apontou armas para seus navios de guerra e helicópteros nos estreitos dinamarqueses, águas estratégicas que controlam o acesso ao Báltico. Thomas Ahrenkiel, diretor do Serviço de Inteligência de Defesa dinamarquês, afirmou que embarcações russas navegaram em rota de colisão com navios dinamarqueses e que um navio russo ficou ancorado em águas dinamarquesas por mais de uma semana.
O serviço de inteligência dinamarquês classificou essas ações como parte de uma guerra híbrida que a Rússia conduz contra a OTAN e o Ocidente. O relatório indica que Moscou viola espaço aéreo com drones e aviões, executa ataques cibernéticos e realiza provocações militares. O objetivo russo seria minar a coesão política da aliança e criar um estado prolongado de incerteza.
Kubilius destacou que a Ucrânia oferece lições valiosas para os países da OTAN, especialmente em guerra com drones e inovação rápida. Segundo o comissário, a indústria de defesa ucraniana opera com startups que produzem equipamentos, monitoram seu uso no campo de batalha e aprimoram os sistemas de forma contínua.
A inteligência ucraniana revelou em setembro de 2025 que a Rússia planeja um programa de rearmamento completo em duas etapas, até 2030 e 2037, orçado em 1,2 trilhão de dólares.