Neel Kashkari quer mais cortes de juros, mas são necessários?
Guerra das Tarifas e a baixa da taxa de juros, os dois dilemas de policy makers americanos
Neel Kashkari é presidente do Federal Reserve Bank of Minneapolis. Existem presidentes de outras bases do FED em: Richmond, Atlanta, Boston, São Francisco, Chicago, Cleveland, Dallas, St. Louis, Philadelphia, Kansas City e New York. E recentemente, o de Minneapolis demonstrou sua visão por ainda mais cortes esse ano para lidar com o mercado de trabalho americano estagnado (Bloomberg). A opinião de presidentes do FED é extremamente relevante, Powell já demonstrou a política atual de cortes de juros, porém, agora vemos uma demanda por ainda mais cortes? Qual a razão? Ela de fato é racional e impacta positivamente o mercado? Abaixar a taxa de juros não afeta a demanda Pode ser visto na (Reuters) como temos atualmente uma grande oferta de petróleo que excede a demanda. Para uma commodity inelástica como essa (o preço não afeta a demanda), quando temos uma oferta acima do normal, a utilidade marginal da commodity tende a diminuir, o que significa que seu preço decresce. Com a queda atual da Taxa de Juros, existe a possibilidade de uma relação de causa–efeito em que o dólar tenderá a cair ainda mais do que caiu até agora neste ano. Porém se a utilidade marginal temporalmente do petróleo decresce, enquanto o dólar também, ainda podemos ter uma paridade, afinal, seria muito pior se a oferta de petróleo fosse menor. Talvez crendo na teoria keynesiana chamada “preferência por liquidez”, o FED pensa que abaixar a taxa de juros ainda mais melhoraria a situação de empresas por elas conseguirem ter, com isso, acesso a capital com mais facilidade e melhorar as condições de payrolls baixos recentes, dando mais oportunidades de emprego por conta da baixa do custo de capital. Porém, é um fato que abaixar a taxa de juros artificialmente (através de um banco central) não muda a