O Aquecimento Global e a Economia

Escrito por Aranea

Será que a doutrina ambientalista de fato beneficia o mundo tanto quanto ativistas acreditam?

Planeta Terra

Se lhe fossem dadas duas escolhas: deixar uma floresta arder em chamas completamente, ou salvar uma pequena vila de 100 pessoas, qual dessas opções você escolheria? Caso você só tivesse tempo e recursos para lidar com um deles temporalmente? É claro que pessoas valem mais do árvores, que podem ser plantadas novamente pelas mesmas pessoas que foram salvas por você, mas o ponto central é que seria imoral você deixar de salvar alguém tendo poder e recursos para tal, para salvar uma floresta em chamas.

Esse exemplo é esdrúxulo e apenas conceitual, mas pode refletir a mente de alguns que valorizam mais os “direitos dos animais” e do “ecossistema ecológico” do que pessoas em si, deixando de lado os efeitos econômicos causados por escolhas com base em causas ambientais.

Não tenho nada contra causas ambientais, creio que temos o dever de cuidar da natureza que Deus nos outorgou, mas devemos ter bom senso em entender, que seres humanos têm mais valor que plantas e animais.

O lado econômico

No desenvolvimento histórico da sociedade, povos tribais de caçadores–coletores evoluíram em sua estrutura de produção e consumo para uma rede de transações entre grupos familiares próximos e outros distintos em localidade, em que cada um buscava produzir um surplus acima do consumo pessoal para vender para outrém em troca de alguma conversão monetária, que até então eram commodities como milho, trigo, cevada e etc, que possuem características fungíveis e facilmente adaptáveis como moeda.

Essas sociedades tinham uma mentalidade totalmente focada na criação de gado, na pesca, na caça e na agricultura. Obviamente eventualmente sempre existiu uma certa divisão de trabalho, mesmo em grupos familiares uma hierarquia e divisão de tarefas é necessária. Mas logo com o aumento populacional desses grupos familiares à uma certa taxa de natalidade (que poderia ser alta nessa época), tais sociedades cresciam de pequenas vilas rurais para pequenas cidades–estado, até terem a forma de uma nação já com uma certa estrutura política, legal e econômica para administrar as questões do país, com o povo (com consentimento talvez) elegendo líderes, inicialmente na história numa padrão monárquico e dinástico.

Logo avanços ocorreram na metalurgia, o que aumentaria a eficiência na caça e na guerra. A coleta de ouro e prata, além de n pedras preciosas se tornou uma forma de reserva de valor, e muitos começaram a se adornar com elas em seus pescoços, com pingentes, colares e etc, e mesmo reis começaram a se trajar da beleza dessas pedras para mostrar riqueza e poder. O conhecimento arquitetônico avançou profusamente, em que mesmo Sumérios (com base sexagimal),Egípcios e Babilônios (como diz na tábua de argila Plimpton 322, mostrando o Teorema de Pitágoras, que na verdade é babilônico em origem provavelmente) tinham conhecimento em aritmética, engenharia, trigonometria, geometria, até números irracionais e aplicavam não só para a engenharia de grandes construções como as pirâmides e zigurates, mas para entender o movimento do céu (mecânica celestial, como é chamado hoje).

Isso permitiu além da planificação das cidades, avanços na agricultura, que ainda sim era limitada em acres de espaço de plantio e o conhecimento em técnicas para n tipos de plantações. Eles não conheciam obviamente as técnicas usadas hoje para entender quimicamente o solo, o uso de nitrogênio, amônia, Cloreto de Potássio, Superfosfato, Ureia, e etc, além de obviamente sem conhecimento sobre ciclos circadianos de plantas, biologia molecular, química orgânica e geologia.

Por isso eles não conseguiam sair da Armadilha Malthusiana, a sociedade não conseguia sair de um status quo de repetição infinda num fracasso de lidar com crescimentos populacionais orgânicos. Pois a população só pode crescer quando há o suficiente de produção para todos em questão de comida e derivados (a Lei Malthusiana), eventualmente vimos que o crescimento populacional pelo aumento espontâneo da oferta no está pós–mercantilista e pré–capitalista não foi ruim, mas um bem para a sociedade, permitindo aumentos populacionais, um maior PIB per capita, melhor qualidade de vida, moradia, qualidade nutricional e diversidade de produtos, eventualmente no avanço do capitalismo no século passado, vimos os efeitos dos avanços diminuindo a pobreza estatisticamente de forma brutal no mundo e também aumentando a qualidade da educação.

É claro que ainda existem países pobres no geral, mas vemos que esses (especialmente na África) em sua história possuíram diversos conflitos políticos internos gerando uma instabilidade política suficiente para impedir avanços substanciais na economia de mercado deles, no fim, se queremos que a pobreza nesses países acabe, ajuda externa não resolverá, mas sim o avanço interno desses países na sua educação básica, infraestrutura de empresas, e produção interna para exportação, que foi como a Coréia do Sul sai da pobreza após a Guerra da Coréia, para virar uma potência.

Hoje existe sim uma demanda de calendários de mercado que atendam uma quantidade massiva de bilhões de pessoas em relação à comida, que é um número nunca antes visto na história. Muitos até pensaram que seria um problema, mas estavam errados, a tendência é decrescimento da taxa de natalidade em países desenvolvidos, o próximo passo desconheço, mas é um fato orgânico e não–controlável a não ser por medidas estatais (por isso a previdência pública é inútil no longo prazo). Métodos ambientalistas de controle político podem alterar as funções de produção atuais, aumentando preços de n commodities e no fim impactando o preço do pobre, que eles visam em sua agenda defender, fazendo o oposto a eles.

A Falácia ambientalista

Como disse, não há nenhum problema em defender o meio ambiente, creio que essa é mesmo uma causa nobre se feita com bom senso. É claro que um sistema ecológico com um rico bioma de animais e plantas deve ser preservado, tanto para fins de estudo acadêmico que podem dar insights importantes na medicina, química, biologia molecular e mesmo tendo aplicações comerciais potenciais, mas também para a preservação de áreas que são parte e posse do povo daquela nação.

Como diz a escritura:

“Quando sitiarem uma cidade por muito tempo, lutando contra ela para a tomar, não destruam as árvores, cortando-as com o machado, porque vocês podem comer dos seus frutos. Por isso, não cortem as árvores. Será que as árvores do campo são pessoas, para que sejam sitiadas por vocês?²⁰ Mas as árvores cujos frutos vocês sabem que não são comestíveis, essas vocês podem derrubar e cortar, para com elas cercar a cidade que está em guerra contra vocês, até que seja conquistada” (Deuteronômio 20:19–20, NAA).

Não tem lógica destruir a flora e um bioma inteiro a esmo, a preservação é necessária e útil para a sociedade, é claro que tendo pessoas vivendo numa região, é necessário construir ruas, prédios, casas, isso é óbvio, mas sempre tendo em mente o básico da preservação do bioma ao redor da mesma, essa é uma causa nobre, na verdade, alterar um bioma de forma incorreta, pode ter efeitos ruins para o próprio povo.

Mas o grande problema da ideia e agenda ambientalista, é usar esse conceito correto para fins políticos e até para colocar em check outras nações em relação a isso, não é só uma ferramenta política interna para criticar presidentes e estadistas de coisas que não necessariamente eles têm controle, mas também uma forma de bullying geopolítico. A pesquisa em crises climáticas têm cada vez mais bias político sendo envolvido, o que pode gerar discussões que tendem sempre ao lado que paga as contas dessas pesquisas, o que potencialmente pode ou não levar a um conflito de interesses,o que poderia corromper parte da pesquisa no tema.

Para quem estudou o básico da história geológica da terra, houveram na visão teórica atual (que não irei discutir se está correta ou não aqui) diversos períodos de extinção de organismos e de mudanças climáticas sérias causas organicamente sem a agência do ser humano. Estudos paleoclimáticos tentam entender quando esses períodos ocorreram através de estudos em camadas rochosas e assim estabelecer um timeline de períodos de esfriamento (como o período glacial teórico), conhecidos como era cenozóica e pleistocena,

É um fato dentro da lógica dessa teoria que existiram períodos muito mais quentes na Terra anteriormente desde o fim da Era Pré-Cambriana até meados da Era Cenozóica, especialmente durante o Eoceno e numa época do Paleoceno–Eoceno. É um fato que em toda a história geológica climática dentro dessa teoria, todos os eventos de resfriamento e aquecimento não foram causados pelo ser humano. Toda questão em volta da teoria de Aquecimento Global causado pelo ser humano gira em torno de uma potencial causa provável, de que o aumento de CO2 na atmosfera artificialmente aumenta a temperatura do planeta de forma demasiada. Essa é potencialmente uma causa provável, mas necessariamente a causa provável, aparentes correlações entre dados podem inferir falácias quando uma não causa a outra, não é minha intenção dizer que a causa desejada por ambientalistas está errada, mas assumir essa como a única causa provável dada uma história geológica que organicamente sem a ação do homem criou flutuações muito maiores, é no mínimo, estranho dado que há sim um bias político na pesquisa nesse tema, e um conflito de interesses em quem paga por essas pesquisas, isto é, governos.

A visão acadêmica atual

Não cabe a mim tentar desaprovar a causa potencial do Aquecimento Global com base na teoria do Co2, mas como a ciência demanda diversas linhas de frente debatendo os temas em lados opostos, creio que faz sentido além dos pontos levantados, levantar outros que são relevantes. Primeiro, vou dar a opinião tradicional acadêmica:

“Alguns observadores opinaram que as mudanças climáticas ocorreram no passado e não estão associadas à queima de combustíveis fósseis pelo homem. O consenso científico, no entanto, é que “o clima está mudando e que essas mudanças são causadas, em grande parte, por atividades humanas” . Embora muito ainda precise ser explicado, as evidências esmagadoras sugerem que as hipóteses e os modelos científicos de mudança climática se mantiveram firmes diante do desafiador debate científico das últimas décadas” (Marc J. Rogoff,1 - Introduction,Editor(s): Marc J. Rogoff,Solid Waste Recycling and Processing (Second Edition),William Andrew Publishing,2014,Pages 1-9).

E ainda:

“A liberação de dióxido de carbono na atmosfera desde o início da Era Industrial resultou em um rápido aumento das temperaturas globais, uma redução do gelo nas calotas polares, uma elevação do nível do mar e eventos climáticos extremos mais dinâmicos. Espera-se que a mudança climática tenha o impacto mais severo sobre os seguintes aspectos: alterações nos níveis de precipitação, elevação do nível do mar, temperaturas que afetam a produção agrícola e eventos climáticos extremos” (Marc J. Rogoff,1 - Introduction,Editor(s): Marc J. Rogoff,Solid Waste Recycling and Processing (Second Edition),William Andrew Publishing,2014,Pages 1-9).

Vemos aqui que a opinião tradicional, embora toda a questão da história geológica e paleoclimática da Terra tenha seus pormenores, que os aumentos climáticos recentes foram causados pelo homem, e que mesmo que na história climática da mesma eles nem de longe são comparáveis a períodos de aquecimento anteriores, que eles potencialmente irão (e esse é um ponto relevante) provavelmente destruir parte do ecossistema atual do planeta tendo efeitos catastróficos quase–apocalípticos (se alguém for radical o suficiente). Eles também citam a Revolução Industrial, e é impossível, simplesmente impossível alguém não conectar essa parte com um ataque ao capitalismo, mesmo que (sendo bonzinho aqui) alguém não tivesse essa intenção, qualquer pessoa pode usar esse argumento para defender alguma forma de ataque ao capitalistas como um sistema que potencialmente irá destruir um mundo quanto mais sua produção energética aumenta, e daí a busca por fontes renováveis de energia (o que não vejo nenhum problema, o problema é obrigar o país a usar fontes renováveis).

Sinceramente, é como se eu estivesse lendo a obra de Asimov chamada “The Gods Themselves”, em que a tecnologia humana avança ao ponto de ser capaz de aniquilar a si mesma através da destruição do Sol causada artificialmente por decisões políticas dos mesmos. Que incrível seria, se alguém pudesse dizer longe da ficção, que o futuro do nosso planeta, está nas incríveis mãos de grandes agentes ambientalistas, lutando pela liberdade do mundo da destruição iminente do capitalismo (digo, eles podem usar esse argumento se quiserem, que eles querem salvar o mundo de gênios do mal capitalistas, os Pinky e o Cérebro da Modernidade).

Outro artigo nos diz:

“As mudanças climáticas podem resultar em efeitos adversos sobre a saúde dos ecossistemas, a saúde humana e o bem-estar material. As mudanças climáticas estão relacionadas às emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera. O modelo de caracterização desenvolvido pelo Intergovernmental Panel on Climate Change foi selecionado para o desenvolvimento dos fatores de caracterização. Os fatores são expressos como potencial de aquecimento global para um horizonte temporal de 100 anos, em kg de dióxido de carbono/kg de emissão. O escopo geográfico deste indicador é em escala global” (Sergio Durante, Mauro Comoglio, Nicola Ridgway,Chapter 34 - Life Cycle Assessment in Nanotechnology, Materials and Manufacturing,Editor(s): Yi Qin,In Micro and Nano Technologies,Micromanufacturing Engineering and Technology (Second Edition),William Andrew Publishing,2015,Pages 775-804).

E no mercado imobiliário:

“As mudanças climáticas são um fenômeno contínuo e iminente que atualmente ameaça, em diferentes graus, todas as habitações do mundo. As habitações compreendem ambientes construídos que tradicionalmente evoluíram em resposta adaptativa ao ambiente natural predominante, caracterizado pelo clima, recursos locais, serviços ecossistêmicos e pela cultura e estilos de vida em constante evolução das pessoas. No entanto, no cenário atual, os edifícios são responsáveis ​​por mais de 50% do consumo global de recursos e energia e pelas consequentes emissões. Além disso, as mudanças climáticas estão se manifestando em um ritmo muito mais acelerado do que o esperado e suas implicações para os edifícios ainda não estão claras” (S. Aysha, Monto Mani,Adaptation of Buildings to Climate Change,Editor(s): Martin A. Abraham,Encyclopedia of Sustainable Technologies,Elsevier,2017,Pages 331-349).

E outro enfatiza a necessidade de governos tomarem ações rápidas em relação ao problema:

“Apesar da urgência e importância das respostas de adaptação e do crescente interesse político, a ação é frequentemente dificultada pela base de conhecimento bastante limitada sobre adaptação. As pessoas carecem de conhecimento, ou têm incertezas ou ceticismo em relação aos riscos climáticos — sua natureza, causas contribuintes, gravidade, probabilidade de diferentes resultados e implicações para o desenvolvimento humano e econômico” (Anand Patwardhan, Tom Downing, Neil Leary, Tom Wilbanks,Towards an integrated agenda for adaptation research: theory, practice and policy: Strategy paper,Current Opinion in Environmental Sustainability,Volume 1, Issue 2,2009,Pages 219-225).

Em essência, a ideia é que os efeitos de aumento de produção e necessidade energética do capitalismo criaram um efeito estufa na atmosfera com possíveis efeitos catastróficos, e agora governos e empresas do mundo todo tem o dever de resolver o problema, essa é a ideia deles inicialmente, o que gira em torno de um bias político e uma necessidade governamental boa para reeleições em países progressistas.

O outro lado da moeda

O lado oposto tende a “amar Co2”, e não sou eu que disse isso, mas a chamada Co2 Coalition. Longe de mim querer fazer propaganda ou dizer que os pontos que eles apontam nessa questão estão corretos, o meu objetivo depois de dar o lado padrão acadêmico na questão climática (e de fato existem n estudos com uma base de dados muito grande nessa questão), é dar o lado oposto, onde me desculpe, não compara esse lado oposto como um debate de alguém defendendo a Relatividade e outro defendendo Aether (uma teoria aniquilada pela relatividade geral de Einstein), esse tipo de comparação é na minha opinião imoral, é simplesmente uma mentira dizer que o nível do tipo de debate supracitado está no mesmo que esse, como se quem fala contra a visão climática do Status Quo é um imbecil.

Dos pontos que eu acho interessante ressaltar sobre as proposições da Co2 Coalition são (lembrando que essas proposições podem potencialmente estar equivocadas):

  1. O efeito de aquecimento de cada molécula de CO2 diminui à medida que sua concentração aumenta.
  2. Tendência de 140 milhões de anos de diminuição perigosa do CO2.
  3. Nos últimos quatro avanços glaciais, o nível de CO2 estava perigosamente baixo.
  4. Nosso período geológico atual (Quaternário) apresenta os níveis médios de CO2 mais baixos dos últimos 600 milhões de anos.
  5. Mais CO2 ajuda a alimentar mais pessoas em todo o mundo.
  6. O aquecimento moderno começou há mais de 300 anos.
  7. O derretimento das geleiras confirma que o aquecimento moderno antecedeu o aumento do CO2.
  8. As temperaturas mudaram drasticamente nos últimos 10.000 anos. Não fomos nós.
  9. Os períodos interglaciais geralmente duram de 10.000 a 15.000 anos. O nosso tem 11.000 anos.
  10. A atual tendência de aquecimento não é incomum nem sem precedentes (citando o que é chamado de “Little Ice Age” no período medieval e as variações climáticas do período Holoceno desde o início até hoje em dia).
  11. Estamos vivendo em um dos períodos mais frios de toda a história da Terra (em níveis Pré–Cambrianos aproximadamente).
  12. Durante a maior parte da história da Terra, a temperatura foi cerca de 10°C (18°F) mais alta do que hoje.
  13. Os modelos do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) superestimaram o aquecimento em até três vezes mais (um bias político para isso existe sim).
  14. A órbita e a inclinação da Terra impulsionam as mudanças glaciais-interglaciais (citando os Ciclos de Milankovitch).

Não desejo neste artigo tentar entrar no mérito dessas proposições basilares da Co2 Coalition.Algumas ou muitas delas podem estar erradas (tem 25 no total no site deles, que por sinal tem membros que fazem parte da comunidade acadêmica em diversos temas atrelados). Mas devemos considerar pontos contrários ao status quo, e creio que muitos desses pontos citados são relevantes e estão em pé de igualdade no debate sobre as causas do aquecimento global recente, onde as causas podem sim ser diferentes das que são geralmente aceitas como absolutas.

O efeito Econômico

Alguns podem dizer: “precisamos resolver os problemas ambientais e a economia a gente vê depois”, mas isso é imoral. É um fato que restrições de emissões de gases estufa podem alterar a taxa de produção de n commodities e potencialmente aumentar os preços de n produtos em estágios de cadeias de produção. Além do aumento de preço pela baixa da oferta, podemos ter mesmo uma falta de produtos em n setores por conta de tais restrições se forem excessivas.

Isso afeta diretamente o bolso do pobre e não os ricos (que quem é desse meio costuma atacar), cria problemas e crises de oferta dada a demanda de calendários de mercado atuais de bilhões de pessoas, onde certos países dependem dos outros em n commodities que não produzem com eficiência e vantagem comparativa.

Não há nenhuma razão para se criar uma lei que impede a exploração de petróleo como se a mesma fosse maligna, ou leis que visavam “proteger o meio ambiente” afetando o ser humano diretamente economicamente, quando esse “proteger” pode vir a ser subjetivo de acordo com a temática apresentada por eles. Não tenho nenhum problema com ativistas como a Greta Thunberg por exemplo, mas dos discursos dela que já, vi mais sentimentalismo do que qualquer coisa, decisões políticas não devem ser movidas por sentimentalismo, muito menos a ciência econômica, é um fato que restrições de produção ambientalistas impactam diretamente no curto prazo a vida de pessoas ao redor do mundo (afinal, são de pressões globalistas que estamos falando), e creio que é muito melhor lidar com um problema real atual que pode ser medido, do que num que embora teoricamente com uma base substancial, tem sido sujeito a um bias político tal, que quem fala contra tal teoria, é visto como um imbecil.

Mas assim como Lord Kelvin achava que tudo tinha sido descoberto na física no seu tempo, assim como muitos acreditavam na Teoria dos Vórtices de Descartes no tempo que Newton explicou pela primeira vez a Teoria Gravitacional, muitos podem ser cegados pelos movimentos do Aether, e não ver a luz da relatividade especial, mostrando outro caminho.