O Colapso do Império Russo

Escrito por Aranea

No fim, a causa final da Queda do Império, foi seu sistema econômico retrógado

Leonid Chmatko. V.I. 1957

Existem várias causas para o Colapso da União Soviética em Dezembro de 1991 de fato como vimos num artigo anterior, o colapso foi causado principalmente pela dependência da exportação de petróleo e grãos por parte da Rússia. Mas a causa não foi senão um sistema econômico retrógrado, uma “economia de déficit” segundo Yegor Gaidar, na qual seria impossível sustentar o sistema no longo prazo. Aqui, quero salientar alguns dos pontos centrais da obra de Gaidar: “The Collapse of a Empire”, onde ele descreve da perspectiva interna da Rússia, os problemas associados a seu sistema econômico socialista e os problemas nos anos 70 e 80 que geraram, por fim, o colapso. Em essência, a Rússia perdeu tempo, vidas e possibilidade de prosperidade nesse processo, ela já deveria ser uma potência há muito tempo (pois em caráter intelectual ela não perdia para o ocidente, os matemáticos e físicos russos por exemplo eram do mesmo nível ou maiores; como Lev Landau, Andrey Kolmogorov, Aleksandr Lyapunov, Ivanovich Lobachevskiĭ, Alexander Friedmann, Andrey Markov, Yakov Sinai e etc). O Último Império a cair > “Há elementos de prosperidade e qualidade de vida que não podem ser medidos por um índice do PIB. O direito de viajar, de escolher sua residência, de participar da solução dos problemas do país, de ler e ouvir o que quiser e à liberdade de expressão são bens intangíveis que não podem ser valorados em termos monetários. À medida que a prosperidade crescia, também crescia a demanda por esses direitos e seu significado para a sociedade” (Gaidar, 2007, pg. 34). Uma sociedade é mais próspera onde há liberdade. Não uma liberdade para violar os direitos do seu próximo ou fazer o que quiser, mas uma predicada em direito natural, no qual as leis são forjadas e afiadas continuamente para inibir contradições aparentes e proposições axiomáticas ilógicas e sem sentido, em outras palavras, leis eficientes e racionais. A Liberdade que a USSR entregava era falsa, com base numa ideia de liberdade onde uma elite política minoritária de alguns indivíduos controla tudo e todos e diz que está buscando os interesses dos pobres enquanto eles se enriquecem às custas deles e pisando neles nos seus calos. A prosperidade econômica só pode nascer numa sociedade com direito à propriedade privada, direito contratual, a sistemas bancários solventes e mesmo que seja híbrido (com bancos estatais e privados), com um sistema que de fato executa as leis mas sem ferir a liberdade do próximo. Lenin de fato queria um controle bancário total em suas máximas, era a única forma de realizar o viés marxista que era contrário ao sistema bancário em aspectos como formação de capital através de empréstimos com juros, bolsa de valores, e outras formas de renda passiva, algo que poderia contradizer sua teoria de formação de capital. Uma sociedade contra aluguéis, afinal, Marx acreditava que aluguéis seriam uma forma de explorar a mais-valia da pessoa que aluga, e afinal, se aluguéis fossem moralmente corretos para Marx, sua teoria colapsaria em pedaços (ele mesmo afirma isso citando Turgot). Uma economia de escassez irracional Como todos sabem, uma economia socialista planeja toda a estrutura de produção, compra de matéria prima do exterior, o que vai ser vendido para os países da USSR, o que vai ser exportado para fora para um inflow de capital estrangeiro, compra de equipamento, matéria prima, bens de consumo e etc. Eles decidiam tudo, uma cúpula política do governo que não eram de empresários bem sucedidos mas daqueles que eram leais ao