Um plano para a Anistia
Como eu faria para passar a anistia?
Muita gente pode questionar a pertinência de ler algo do tipo vindo de alguém que não apenas não é um político, mas mais ainda despreza profundamente a política partidária e a forma como ela se organiza. Bem, talvez seja justamente por desprezar a política que eu acredito que tenho comigo o conjunto de soluções óbvias para passar virtualmente qualquer lei nesse país. Não darei explicações de porquê isso tudo funcionaria, pois isso passaria por uma longa aula para ensinar o leitor a reconhecer o que é um grupo de pressão e como ele se organiza. Ao invés disso, vou apenas pressupor que todos os leitores qualificados desse texto são habilitados na ciência da política, seja pela prática, seja pelo estudo da teoria. A primeira coisa a ser colocada na mesa é a capacidade de articulação da direita nesse país. A direita se organiza em eixos programáticos com diversos assuntos e com diversos apresentadores diferentes. A razão disso é óbvia, o desengajamento dos maiores portais inevitavelmente darão aos portais secundários uma fatia do publico que esgotou sua atenção do conteúdo principal baseado no afastamento concreto das ideias política e na utilidade marginal decrescente que retira de assistir a mais um episódio com aqueles apresentadores. Essa é a razão que faz a direita estar naturalmente dividida em vários grupos, grandes grupos com grandes influenciadores falando necessariamente de coisas diferentes entre si, pois é justamente a distância de objetos e de opiniões de uma mídia para a outra que faz um portal ser preferido ao invés de outro. Esse eixo de assuntos e focos é extremamente contraprodutivo para a finalidade de passar a anistia. O aumento da consciência sobre diversos problemas e o crescimento da base política que são as vantagens naturais da descentralização são irrelevantes para o curto prazo da anistia. Elimine-os. Faça com que todas as lives da direita se reunam em uma só, um só plano, uma só pauta, um só objetivo, todos redistribuindo a mesma live, com um conjunto pré-definido de agentes passando a mesma mensagem, mas principalmente fazendo call-to-action em cada ponto necessário. Eu recomendaria que toda a atenção em live de alguém que não fosse inimigo da pauta estivesse nessa única live e faria com que todos os que não pudessem retransmitir por alguma razão prática fizessem reacts ou mesmo se abstessem de fazer live. Essa ideia é importante porque ela reúne o país inteiro em algo mensurável, em algo que pode ser fortalecido, como foram os discursos de Che, a principal pessoa a falar o tempo inteiro deve ser Eduardo, mas sempre acompanhado de um núcleo não político e ele deve garantir com os americanos que o Google não irá cumprir ações