Uma Transição para a Liberdade Econômica
O caminho do meio leva ao socialismo, mesmo que não seja um de fato.
Quando algumas pessoas ouvem o termo “liberdade econômica”, elas às vezes podem criar uma noção falsa de que no fim não tem nada haver com o termo na realidade. É claro que expressões linguísticas podem ter diversas conotações e focos. E é claro que pela mesma coisa, muitos podem tentar significar coisas diferentes, isso é normal com o uso de termos ao longo da história, mas posso dizer que liberdade é predicada em condições morais e éticas que até uma criança consegue entender. É claro que liberdade não significa uma liberdade de fazer o que quiser, na verdade, essa liberdade é limitada, pois ninguém pode, numa sociedade funcional, ser livre para agredir seu próximo sem consequências, e isso é óbvio. Qualquer noção de sociologia da formação de sociedades tribais até sociedades mais desenvolvidas deve ter a noção da formação de um corpo de direito, com base numa cultura específica que no fim tem aspectos universais, onde é claro que no geral, roubar sempre será errado, fraudar alguém será errado ou qualquer outro tipo de infração óbvia. Leis devem existir, e isso é óbvio, sem leis é impossível haver uma sociedade funcional. Mas, mesmo na liberdade econômica devem haver leis, a diferença é que essas leis devem ser racionais, e predicadas num direito natural que tem uma base lógica e racional em suas proposições, nas quais, pela lei da não contradição aplicada ao direito, não devem haver leis que contradizem umas às outras, criando interpolações que permitam que alguém possa infringir a lei e se safar usando ela, o que a torna inútil em muitos casos. O que o Liberalismo Clássico de fato é Num livro chamado “Liberalism”, Von Mises dá uma noção interessante do termo “liberal”, não o liberal que vemos na política americana atualmente ou na Europa, ou mesmo no Brasil onde esse termo significa coisas que ele nunca deveria significar. Como disse, linguística pode ser bem dúbia em relação a ênfases que alguém pode dar, mas não necessariamente essas ênfases estão corretas, é só ver o uso do termo “fascismo” atualmente e você entenderá. Von Mises diz: > “O liberalismo se distingue do socialismo, que também professa lutar pelo bem de todos, não pelo objetivo que almeja, mas pelos meios que escolhe para atingir esse objetivo” (Mises, 2005, pg. 6–7). Para Von Mises, o liberalismo econômico significava tomar ações racionais, o que racional quer dizer? Que tivessem uma base lógica real de causa–efeito, ou seja, se alguém criasse um sistema econômico com bases lógicas que não funcionam, então essa pessoa seria irracional ao aplicar esse modelo. E a mesma coisa se aplica a qualquer política econômica, seja aumento de impostos, tarifas, quotas de produção, subsídio e etc, se algo não funciona teoricamente e praticamente (e a parte prática é a mais importante), então porque alguém iria em sã consciência usar esse modelo ou política? Isso não só se aplica a mudanças macroeconômicas pesadas como a transição para um socialismo ou um nível elevado de um modelo Social Democrata (que no fim é farinha do mesmo saco), mas também para políticas das mais micro possíveis, do nível de decisões de um prefeito ou governador, onde suas decisões podem ser consideradas economicamente irracionais, se de fato os métodos usados são provados como falhos. Um exemplo seria alguém fixar preços de produtos para controlar inflação, algo que nunca funcionou na história numa sociedade real, então não irá agora nem amanhã, nem nunca. Mises continua, dizendo: > “Quando o liberal desaconselha certas medidas populares porque espera consequências prejudiciais delas, ele é censurado como inimigo do povo, e elogios são feitos aos demagogos que, sem considerar os danos que se seguirão, recomendam o que parece ser conveniente no momento” (Mises, 2005, pg. 8). No contexto de Bastiat, é aquilo que o povo e os governantes em geral vêem (e os economistas ruins), e o efeito que na verdade é gerado debaixo de seus narizes (o que eles estão ce. Então se você cria tarifas de importação para proteger o