Bolsonaro fecha apoio a Tarcísio para eleições presidenciais de 2026
Acordo ainda exige anúncio oficial.
O ex-presidente Jair Bolsonaro selou acordo político para apoiar o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato à Presidência da República em 2026.
A articulação política envolveu negociações diretas com dirigentes do Progressistas (PP) e União Brasil, partidos do Centrão que integram a base de sustentação bolsonarista no Congresso. O consenso em torno do nome de Tarcísio consolida a candidatura do governador como principal alternativa a Bolsonaro, e o joga cada vez mais ao centro.
Apesar da decisão tomada, persiste divergência interna sobre o momento adequado para tornar público o apoio. Alguns sugeriram postergar o anúncio oficial até dezembro ou janeiro próximos, ou seja, ainda há espaço para mudanças.
A estratégia de adiamento busca blindar Tarcísio de possíveis críticas eleitorais. O receio é que adversários políticos explorem narrativa de que o governador utiliza o Executivo paulista como plataforma de projeção nacional.
Contudo, interlocutores próximos reconhecem a imprevisibilidade característica de Bolsonaro. O ex-presidente mantém prerrogativa de acelerar ou alterar o cronograma conforme avaliação política própria.
Tarcísio tem encontro agendado com Bolsonaro na próxima semana para alinhar detalhes operacionais da candidatura. O encontro ocorre em data específica, 29 de setembro, com horário estabelecido entre 9h e 18h.
Até a formalização do apoio, o governador recebeu orientação para manter postura pública de candidato à reeleição estadual. A recomendação visa preservar margem de manobra política enquanto as negociações avançam em ambiente reservado.
A definição altera substancialmente o panorama da sucessão presidencial. Tarcísio emerge como figura central da direita, concentrando expectativas do eleitorado bolsonarista.
A movimentação política também intensifica pressão sobre as forças da oposição, que precisam acelerar articulações próprias para enfrentar candidatura com potencial de mobilização significativa.
O governador paulista, que antes havia dito que não queria disputar eleições presidenciais, consolida sua posição privilegiada na corrida presidencial e é respaldado pela máquina política bolsonarista e pelos recursos institucionais de SP, maior estado da federação.
Eduardo Bolsonaro, que havia dito que se candidataria, permanece isolado.
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